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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ARCANO XV " O DIABO "

" Mata o mal em ti; assim o mal do mundo não pode mais te agredir ." Krisnamurti

Este arcano representa a nossa natureza animal, a herança da carne, o reino material, o lado instintivo das paixões, a força telúrica.
Fermentos proporcionados por este arcano, se usados na medida correta, vão contribuir para que tomemos decisões com bases mais sólidas, sem  nos deixarmos  levar ao sabor de vontades alheias.
Celebrar a vida é uma das características deste arcano, entretanto aqui, precisamos aceitar a presença do paradoxo e perceber a própria verdade.
Sua vivência pode ocasionar dependência de pessoas, drogas, dinheiro.
Tabus sociais e sexuais,jogo.
Servidão.
De alguma forma aderir à mentalidade de domínio-submissão, a questão de poder está em jogo.
Estamos  atados quando o Ego assume o comando das nossas escolhas, temos uma visão estreita e materialista da vida. 
Poder de sugestionar.
Sensualidade fria, orgulho, preguiça, luxúria, gula.
Manipulação.
Confronto com o oculto e vergonhoso na personalidade.
A alma sente a necessidade de libertar-se.
Devemos  aceitar a nossa natureza animal sem nunca nos esquecermos que nossa essência é divina.

domingo, 25 de outubro de 2009

Quando o livre-arbítrio se curva ao ego
(Ronaldo Tikhomiroff )

O caminho que o ser humano deve percorrer durante sua vivência na Terra é definido, a cada momento, pelo seu livre-arbítrio. Uma qualidade que só ele possui e que deve escolher o passo seguinte a ser dado. Quando uma situação se apresenta, esta não acontece ao acaso, porém é o livre-arbítrio do homem que deve decidir sobre sua solução.
Sempre que uma situação, nova ou não, é apresentada ao ser humano, inicia-se um conflito entre sua mente (razão e emoção) e sua intuição. Sua mente, facilmente manipulável, é alimentada por seu ego, o qual, dependendo de seu poder sobre o indivíduo, deturpa e desvia sua decisão de maneira a melhor satisfazê-lo. São os indivíduos comandados pelo ego, onde o bem material, de qualquer nível ou natureza, está sempre à frente de qualquer bem espiritual.
Aí está o porque da existência do livre-arbítrio. Para que o homem possa crescer ele deve ouvir sua intuição mais profunda, seu Eu Interno, o qual é imune às emoções da matéria e à lógica humana, tão pequena e tão ilógica. À medida que o homem passa a decidir sua vida ouvindo sua intuição, o caminho do crescimento espiritual vai sendo traçado e tudo passa a fluir sem maiores obstáculos. Cada problema que surge é resolvido de uma só vez, nada restando para ser resgatado no futuro. 
Em contrapartida, as decisões tomadas pela mente material sempre deixam resquícios do problema mal-resolvido, provocando seu retorno até ser definitivamente solucionado.

As decisões tomadas a partir do Eu Interno, onde o livre-arbítrio humano se curva à sua intuição e não à sua mente material, produzem uma sensação de conforto e bem-estar ímpares. Seria o verdadeiro "estar de bem com sua consciência". Por outro lado, as decisões oriundas da mente, onde o livre-arbítrio se curva, por ser fraco, ao ego humano, somente produz uma massagem de prazer, tão peculiar ao nosso ego.
A nossa vinda à vida terrena não acontece como um mero acaso biológico ou químico. A matéria envolvida no processo serve, por um lado para nos dar abrigo material à nossa essência, por outro para nos permitir cumprir nossas tarefas através dos conflitos entre os apelos materiais fabricados por nosso ego e o nosso Eu Interno. Tais conflitos devem ser resolvidos por nosso livre-arbítrio, onde as soluções de nível material são, invariavelmente, díspares da intenção de crescimento espiritual. Não existiria o bem sem a existência do mal. Tal qual o Yin - Yang da cultura oriental, o equilíbrio no crescimento espiritual do homem é atingido quando, tendo por referência o plano material,  seu livre-arbítrio escolhe sua intuição,  seu vínculo com o plano espiritual.
De nada valeria uma decisão, qualquer que fosse, onde somente um lado se apresentasse: afinal, não haveria decisão nenhuma e, portanto, não haveria crescimento em nosso atual estágio de evolução. Um estágio onde o apelo material se faz necessário, onde o desapego ao bem material torna-se valoroso e imprescindível para nosso crescimento. Para exercitarmos o desapego é necessária a existência do apelo material. São necessárias as armadilhas de nosso ego. Porém, mais que tudo, é necessário aprendermos a ouvir nossa voz interior, nosso canal com o Plano Superior.
Sempre que uma situação nos é apresentada, por mais tola que nos pareça, um exercício de desapego nos está sendo solicitado. É a hora de colocarmos em prática o bom uso de nosso livre-arbítrio e procurarmos em nosso íntimo a decisão correta. Os apelos materiais sempre estarão presentes. Nosso ego, por mais puro que possa nos parecer, também estará provocando nossas emoções e nossa razão para lhe darmos um pouco de alimento. Antes de nos deixarmos tomar por uma decisão, por mais pensada que nos pareça, não deixemos de ouvir nosso Eu Interno. Se ele estiver aquietado, se ele não se manifestar, nossa mente estará livre para decidir. Caso contrário, ele por certo se manifestará e nos mostrará o caminho correto. Cabe a nós estarmos abertos para perceber sua manifestação, sem permitir a interferência de nossa mente, já poluída e doente.
Se permitirmos que nosso livre-arbítrio se curve a nosso ego, certamente estaremos deixando passar uma oportunidade de exercitarmos nossa tarefa mais elevada. Estaremos sucumbindo aos apelos danosos da matéria e, por certo, estaremos dando o passo errado. Por mais que prejudiquemos a nosso próximo, os maiores prejudicados seremos nós mesmos, pois não estaremos satisfazendo a expectativa de nosso Criador... infelizmente.


http://www.casadobruxo.com.br/textos/ego.htm






quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ARCANO 13 A MORTE / POEMA DE LUIZ AUGUSTO CASSAS

Poema da Grande Transformação (Arcano 13)


A primeira vez
que a Morte passou pela minha vida,
caíram-me por terra
a coroa do império, o cetro do orgulho,
o castelo da vaidade.
E fui ficando mais leve
do enorme peso da vida.


A segunda vez
que a lâmina da Morte passou pela minha vida,
cortou-me os braços
e todo o apego fugiu-me por entre o dedos.
E fui ficando mais livre
do enorme peso de existir.

A terceira vez
que a lâmina da Morte passou pela minha vida,
cortou-me as pernas
e aprendi a caminhar com os próprios passos.
E fui ficando mais livre
do eterno peso de existir.


A quarta vez
que a lâmina da Morte passou pela minha vida,
rasgou-me o horizonte do coração
e todas as estrelas do futuro
caíram-me aos pés.
E fui ficando mais solto
do pesado fardo de ser.

A enésima vez
que a Morte passou pela minha vida,
já estava podado
de quase todos os excessos do ego.
Separado o espesso do sutil,
reduzido à essência do ser.
E fui ficando mais leve
do aéreo peso da vida.

A última vez
que a Morte passou pela minha vida,
decepou-me o pescoço e a esperança.
Minha cabeça rolou pelos campos de toda memória.
Estava livre de todo o excesso da matéria
e comecei a viver.

http://www.revista.agulha.nom.br/luac.html#poema

As mudanças enfocadas pela Literatura ... Luís Vaz de Camões

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809010941

domingo, 4 de outubro de 2009

Se ( If / Rudyard Kipling / Tradução de Guilherme de Almeida )
















http://www.xamanismo.com.br/twiki/pub/Hector/SubHector1189801616It004Ps001/mandala_olho.jpg


 Se és capaz de manter a calma quando
Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;


Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretencioso;


Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;


Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;


Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste";


Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo valor e brilho,
Tua é a terra com tudo que existe no mundo
E o que é mais - Tu serás um homem , ó meu filho!

Texto extraído do Livro Manual do Tarô Hajo Banzhaf 

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A LUA




O Arcano XVIII " A LUA " fala-nos de algo que nos oprime e limita a nossa liberdade e horizonte.
É uma luz refletida, assim como nós que irradiamos a luz recebida do núcleo hierárquico mais próximo.
A Lua indica perigo que pode vir de onde menos esperamos-amigos falsos ou inimigos declarados.
Na natureza o papel opressor da Lua é desempenhado pelas calamidades como terremotos, tsunamis e etc.
Devemos ser ativos,concentrados em algo,permanecermos ocupados para não ficarmos vulneráveis a energias negativas vindas de outro.
É preciso orar, especialmente, orar pelos seus inimigos.
Precisamos ter consciência do que queremos, para que na nossa confusão não venham a se implantar na nossa vida desejos alheios.
A Lua fala-nos de um sistema individual e cósmico de valores.
Dificuldade de sermos, em meio ao coletivo à nossa volta.
Dificuldade de relacionamento consigo mesmo e com os outros.
Devemos aprender a ver Deus na face do outro.
Preencher o nosso coração com a gratidão, possibilitando o surgimento da grande força vital.
Nosso Eu mais profundo está sepultado vivo debaixo da escuridão e os cães
vigilantes do Ego estão prestes a atacar.
Tudo parece extremamente difícil.
Energias desconhecidas do Insconsciente podem aflorar a qualquer momento-sobre as quais não temos o menor conhecimento, quanto mais domínio.
Temos que procurar ultrapassar o conflito dentro de nós ajudando ( na relação com o coletivo ) às pessoas a nossa volta a evoluir em direção ao absoluto.
Como realizar, ou religar, o interno com o externo, em meio ao acontecimentos do dia?
Temos que pedir a nós mesmos que a porta se abra.
Mantenha sempre o seu coração voltado para o bem.
Procure desenvolver o seu dom natural, a percepção pode se tornar premonitória, a intuição uma direção e a oração um aspecto mágico.